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Se você está procurando por informações e suporte para Síndrome de Asherman, aderências/cicatrizes uterinas ou demais problemas relacionados, você achou o lugar certo.

O que é a Síndrome de Asherman?

Síndrome de Asherman, aderências/cicatrizes uterinas ou sinéquias, é uma condição uterina adquirida, caracterizada pela formação de aderências (tecido cicatricial) dentro do útero ou do colo do útero. Em muitos casos, as paredes anterior e posterior grudam-se entre si. Em outros, as aderências se formam em uma pequena parte do útero. A proporção de aderências define se o caso é leve, moderado ou severo. As aderências podem ser finas ou espessas, espalhadas ou concentradas. Normalmente não são tecidos vascularizados, sendo este um importante atributo que ajuda no tratamento. Clique aqui para saber mais sobre os níveis da Síndrome de Asherman.

Sintomas

A maioria das pacientes com síndrome de Asherman têm fluxo menstrual escasso ou ausente (amenorréia), mas algumas têm períodos normais. Algumas pacientes não menstruam, mas sentem dor no momento em que deveriam menstruar. Esta dor pode indicar que o sangue não pode sair do útero, porque o colo do útero está bloqueado por aderências. Abortos recorrentes e infertilidade também podem ser sintomas.

Causas

A Síndrome de Asherman ocorre quando um trauma no revestimento do endométrio desencadeia o processo normal de cicatrização, fundindo as áreas danificadas. Mais comumente, as aderências intra-uterinas ocorrem após uma dilatação e curetagem devido a um aborto espontâneo ou retido, retenção de placenta, com ou sem hemorragia após um parto ou aborto eletivo. Dados mostram que as Curetagens são responsáveis ​​por 90% dos casos de Asherman. Às vezes as aderências também ocorrem após outras cirurgias pélvicas, como a cesariana, a cirurgia para remover miomas ou pólipos, ou como resultado de infecções, como a tuberculose genital e a esquistossomose. Existe um risco de 25% de desenvolver a Síndrome de Asherman por Dilatação e Curetagem realizada 2 a 4 semanas após o parto; O risco sobe para 30.9% em Curetagens após processos de abortos espontâneos, e 6,4% quando realizada após abortos retidos ou incompletos. O risco aumenta com o número de Dilatações e Curetagens realizadas; após um único procedimento, o risco é de 16%, no entanto, depois de 3 ou mais, o risco aumenta para 32%. Cada caso de síndrome de Asherman é diferente, e a causa deve ser determinada e analisada caso-a-caso. Às vezes, a síndrome de Asherman pode ter sido causada por uma Dilatação e Curetagem realizada de forma agressiva. No entanto, nem sempre esta é a causa. A placenta pode ter se aderido muito profundamente no endométrio ou pode ter ocorrido formação fibrótica dos produtos da concepção que ficaram retidos, os quais fazem com que seja difícil remover tais tecidos. Para obter informações mais completas sobre Dilatação e Curetagem e Síndrome de Asherman, por favor clique aqui e visite <link dandcnow.info _blank>DandCnow.info</link> Existe uma variação da Síndrome de Asherman chamada de Asherman do Endométrio ou Esclerose, que é mais difícil de tratar. Nesta condição, o que pode coexistir com a presença de aderências, as paredes uterinas não estão grudadas. Em vez disso, o endométrio foi exposto. Embora a curetagem possa causar esta condição, o risco é maior em cirurgias uterinas, como a miomectomia. Nestes casos, o endométrio, ou pelo menos a sua camada basal, foi removida ou destruída.

Incidência

A Síndrome de Asherman não é diagnosticada facilmente porque normalmente ela é indetectável em procedimentos de rotina, como ultrasom. Estima-se que a condição afeta 1.5% das mulheres submetidas a uma histerossalpingografia, 5 a 39% em abortos recorrentes e 40% das pacientes que passaram por Dilatação e Curetagem para remoção de produtos de concepção que ficaram retidos após o parto ou aborto incompleto. (veja causas acima)

Diagnóstico

O melhor método para diagnosticar é através da Histeroscopia (visualização direta da parte interna do útero). Outros métodos são a Histerossonografia e a Histerossalpingografia.

Prevenção

A prevenção é a melhor solução. Em 1993, percebeu-se que a incidência de aderências intrauterinas eram menores em processos de evacuação do útero com uso de medicamentos (por exemplo, misoprostol), evitando-se assim o uso de qualquer instrumento dentro do útero. Por enquanto, estudos suportam essa teoria, mostrando que mulheres que foram tratadas com misoprostol no processo abortivo não desenvolveram aderências, enquanto que 7.7% das que passaram por Dilatação e Curetagem para o mesmo fim, desenvolveram. A vantagem do Misoprostol é que ele pode ser usado não somente para casos de aborto incompleto ou retido, mas também para os casos de placenta retida ou hemorragia após o parto. Alternativamente, a Dilatação e Curetagem pode ser executada com o auxilio de ultrasom ao invés de cegamente. O ultrasom pode indicar ao cirurgião quando o material retido já tiver sido removido, quando então não há mais a necessidade de continuar raspando o endométrio, evitando assim, maiores danos. O monitoramento precoce da gravidez também ajuda a reduzir o risco de desenvolvimento de Síndrome de Asherman. Em caso de aborto retido, o risco após uma Dilatação ou Curetagem é maior quanto maior for o tempo de morte do feto. Não há evidências que sugiram que a Dilatação e Curetagem feita por aspiração reduza o risco de desenvolvimento da Síndrome de Asherman em comparação ao método de Dilatação e Curetagem tradicional. Casos da Síndrome foram também reportados após a método de sucção.

Tratatamento

A Síndrome de Asherman deve ser tratada por um cirurgião muito experiente, através da Histeroscopia (as vezes auxiliada por Laparoscopia). Os poucos cirurgiões experientes em tratamento de casos severos recomendam evitar o iso de fontes de energia dentro do útero (isso significa que as cicatrizes devem ser removidas preferencialmente com tesouras ao invés do uso de ressectoscópios ou laser, ainda que nem todos os cirurgiões concordem com isso). As aderências tendem a se reformarem, principalmente nos casos severos. Existem diferentes métodos para prevenir uma nova formação de aderências após a cirurgia de tratamento da Síndrome de Asherman. Muitos cirurgiões prescevem uma suplementação de estrógeno para estimular a recuperação do útero e implantam um balão para prevenir a aderencia entre as paredes do útero durante a fase de cicatrização. Outros cirurgiões recomendam a historoscopia não cirurgica semanal após a primeira cirurgia, a fim de diagnosticar novas possíveis aderências e já tratá-las de maneira mais fácil. Estudos ainda não confirmaram qual o método mais eficaz de tratamento para que o útero esteja livre de aderências e a fertilidade recuperada.

Conseqüências da Síndrome de Asherman na Reprodução

As conseqüências da Síndrome de Asherman na reprodução incluem infertilidade, abortos recorrentes, crescimento restrito do útero, retenção de placenta, entre outras. Porém, há outras preocupações para todas as mulheres com aderências intra-uterinas e amenorréia, incluindo as que atingiram a menopausa. Ainda que a falta de períodos menstruais possa estar relacionada a um desequilíbrio hormonal, é mais provável que tal falta seja conseqüência  da destruição da camada do endométrio ou da obstrução do colo do útero, impedindo a saída da menstruação e causando dores pélvicas, podendo ainda levar a uma condição de endometriose. Mulheres com Síndrome de Asherman podem desenvolver câncer no útero, antes ou depois da menopausa. Este não é um fator de aumento de risco e pode até ser menor que na população geral. Porém, o alerta é válido para casos de sangramento excessivo durante a menstruação e muitas podem não perceber este sintoma devido à obstrução do colo do útero. Além disso, ultrasom pélvico deve fazer parte do exame ginecológico de rotina anual.

Referências

Referências pode ser encontradas aqui.

International Ashermans Association
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